A forma como o secretário estadual de educação Gilson Monteiro estaria conduzindo sua articulação política em favor da candidatura de Ana Lúcia a deputada estadual começa a provocar forte insatisfação não apenas entre servidores, mas também no meio político.
O problema não estaria no direito de Gilson Monteiro apoiar uma candidatura, mas na maneira como essa articulação estaria sendo conduzida. Nos bastidores, crescem as críticas sobre um possível abuso de poder político, com o secretário supostamente utilizando a influência e o peso do cargo para tentar impulsionar uma candidata que, segundo avaliações políticas, ainda não possui expressão ou musculatura eleitoral e enfrenta resistência dentro da própria classe.
As reclamações apontam ainda para um possível uso político da estrutura da Educação e para cobranças de apoio à candidatura de Ana Lúcia. A percepção entre os insatisfeitos é de que a tentativa de fortalecer o projeto eleitoral estaria sendo conduzida de maneira impositiva, passando por cima de lideranças e construções políticas já existentes.
A condução atribuída ao secretário também estaria aumentando a insatisfação entre lideranças políticas. Nos bastidores, cresce a avaliação de que uma estratégia eleitoral voltada para fortalecer uma candidatura proporcional pode acabar criando problemas para um projeto político muito maior.
A situação chama ainda mais atenção porque avaliações de bastidores apontam que Ana Lúcia teria dificuldades para ultrapassar a marca dos 10 mil votos. Com isso, a estratégia atribuída a Gilson corre o risco de produzir mais insatisfação política do que resultados efetivos nas urnas.
O espaço permanece aberto para manifestação de todos os citados.
