Estudo elaborado pelo Instituto de Gestão Pública de Pernambuco (IGPE), com base em dados do IBGE, mostra que 626 mil pernambucanos deixaram a extrema pobreza no período, levando o Estado a registrar o menor percentual da série histórica iniciada em 2012
Entre 2022 e 2025, a extrema pobreza em Pernambuco caiu 41%, com 626.148 pessoas deixando essa condição, segundo estudo elaborado pelo Instituto de Gestão Pública de Pernambuco (IGPE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a redução, o Estado alcançou o menor percentual da população em situação de extrema pobreza da série histórica da Pnad Contínua sobre Rendimento, iniciada em 2012.
“Recebemos esse resultado com muita responsabilidade, porque ele mostra que Pernambuco está avançando naquilo que mais importa: melhorar a vida das pessoas. Temos trabalhado para fortalecer a economia, gerar oportunidades e garantir que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa. Quando vemos mais famílias conquistando renda, autonomia e perspectivas de futuro, temos a confirmação de que estamos construindo um estado mais justo, com desenvolvimento que alcança todas as regiões e cria condições para que os pernambucanos possam seguir em frente com mais dignidade e esperança”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
O estudo mostra que a redução da extrema pobreza segue em ritmo acelerado em Pernambuco mesmo após a atualização da linha internacional de extrema pobreza pelo Banco Mundial, que elevou o valor de referência de US$ 2,15 para US$ 3 por pessoa ao dia. O novo parâmetro foi definido com base na Paridade do Poder de Compra (PPC), indicador utilizado para comparar o custo de vida entre diferentes países.
Na prática, a mudança tornou mais rigoroso o critério de classificação da extrema pobreza, ampliando o universo de pessoas que podem ser enquadradas nessa condição. Ainda assim, Pernambuco manteve trajetória de queda no indicador, impulsionada por fatores como a criação do programa de transferência de renda Mães de Pernambuco, que já acumula R$ 717,6 milhões em investimentos desde 2024 e beneficia mais de 146 mil famílias, além do crescimento econômico acima da média nacional, da redução do desemprego e do aumento da renda da população.
Em 2022, considerando o valor atualizado da linha internacional de extrema pobreza, 1.521.944 pernambucanos viviam nessa condição, o equivalente a 16,1% da população. Em 2025, o número caiu para 895.796 pessoas, ou 9,4% dos habitantes do Estado. Pelo critério anterior do Banco Mundial, que adotava a linha de extrema pobreza de US$ 2,15 por pessoa ao dia, a redução em Pernambuco foi ainda mais expressiva, superando 50% no total de pessoas nessa situação.
“Os dados demonstram de forma clara que a política de combate à pobreza conduzida pela gestão da governadora Raquel Lyra tem apresentado resultados consistentes. O crescimento econômico histórico impulsionado pelo Estado vem sendo acompanhado pelo aumento da renda, pela redução da fome e pela melhoria da qualidade de vida da população pernambucana. Pernambuco está superando os índices mais críticos de pobreza do passado e criando condições para a ascensão social das famílias”, destacou o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques.
EMPREGOS- No período de 2023 a 2025, a economia pernambucana registrou crescimento médio superior a 3%, de acordo com dados do Produto Interno Bruto (PIB). E desde janeiro de 2023, o Estado gerou 191 mil empregos formais, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado supera em 17 mil vagas o total de postos com carteira assinada criados entre 2010 e 2022. Além do destaque na geração de empregos, Pernambuco registrou o maior crescimento do rendimento médio mensal real entre os estados brasileiros entre 2022 e 2025. Segundo dados da Pnad Contínua, a renda média da população avançou 28,5% no período, passando de R$ 1.891 em 2022 para R$ 2.430 em 2025.