O prefeito do Recife, João Campos, ainda não comentou publicamente a operação da Polícia Federal que tem como um dos alvos seu aliado político e nome de confiança, Miguel Coelho. A ausência de posicionamento ocorre em meio à repercussão da Operação Vassalos, deflagrada na quarta-feira (25).
A ação da Polícia Federal cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), além de atingir dois de seus filhos: Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho (União Brasil). As diligências incluíram ainda a Prefeitura de Petrolina.
A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, possíveis desvios de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. Até o momento, não houve divulgação de denúncia formal, e os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.
O caso ganha dimensão política porque Miguel Coelho é cotado para disputar uma vaga ao Senado em uma composição que pode envolver João Campos nas próximas eleições. Nos bastidores, o silêncio do prefeito é interpretado de diferentes maneiras: aliados falam em prudência, enquanto opositores cobram um posicionamento público diante da gravidade das investigações. Será que João Campos gostou dessa ação ou ficou preocupado com o aliado de confiança? Porque praticamente tira Miguel Coelho do jogo político para o Senado.
O Blog segue acompanhando os desdobramentos da operação e permanece aberta para manifestações das partes citadas.
Foto: Rede Social
