Dois dos principais aliados políticos de João Campos, o ex-governador Paulo Câmara e o ex-prefeito do Recife Geraldo Julio, têm mantido distância dos principais atos da campanha do socialista. O próprio PSB, partido de João, também aparece de forma discreta na comunicação e nas agendas eleitorais.
A movimentação é vista como uma estratégia para evitar associar diretamente a candidatura às antigas gestões do PSB em Pernambuco. O partido comandou o Governo do Estado por 16 anos consecutivos, sendo os últimos oito sob a administração de Paulo Câmara.
A passagem de Paulo Câmara pelo Palácio do Campo das Princesas terminou marcada por fortes críticas em áreas como infraestrutura, saúde e assistência social. Estradas em condições precárias e problemas enfrentados pela população na rede pública de saúde estiveram entre os principais pontos de desgaste de sua gestão.
Mesmo sendo um aliado histórico e nome de confiança do grupo político de João Campos, Paulo Câmara praticamente não aparece ao lado do candidato durante a campanha. Geraldo Julio, que administrou o Recife por oito anos e foi sucedido pelo próprio João, também tem mantido uma participação discreta nos atos eleitorais.
O cenário chama ainda mais atenção diante do momento da disputa pelo Governo de Pernambuco. A campanha de João Campos enfrenta dificuldades para manter o ritmo inicial, enquanto a governadora Raquel Lyra apresenta crescimento nas pesquisas eleitorais e índices elevados de aprovação de sua gestão.
Com a disputa cada vez mais acirrada, a estratégia do PSB parece ser concentrar a campanha na imagem de João Campos, evitando trazer para o centro do debate nomes e gestões do partido que acumularam desgaste ao longo dos anos em Pernambuco.
