Em uma manobra articulada e planejada, os deputados estaduais Júnior Matuto, Diogo Morais e Waldemar Borges deixaram de forma repentina o PSB e se filiaram a novos partidos, em um movimento estratégico que tem como objetivo intensificar os ataques contra a gestão da governadora Raquel Lyra e assegurar o controle da CPI da Propaganda na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Fora do período da janela partidária, prevista para ocorrer entre 5 de março e 5 de abril de 2026, a decisão pegou aliados de surpresa e escancarou a ofensiva da oposição contra o governo estadual. Waldemar Borges se filiou ao MDB, Diogo Morais ingressou no PSDB e Júnior Matuto passou a integrar o PRD.
Com essa reconfiguração, a oposição passa a ter maioria no colegiado, podendo indicar cinco dos nove titulares da CPI, o que lhe garante não apenas a presidência e a relatoria, mas também o comando dos trabalhos da CPI, criada pela própria oposição. O episódio mostra o grau de enfrentamento da oposição, que tem se mobilizado para travar a agenda da governadora, mesmo que para isso adote estratégias radicais como mudanças partidárias fora do prazo determinado pela justiça eleitoral.
Apesar da pressão política, Raquel Lyra tem mantido o ritmo de trabalho e conseguido realizar entregas importantes em diversas áreas, reafirmando seu compromisso com o povo pernambucano diante do cerco da oposição.
Nos bastidores, porém, a interpretação é de que os deputados podem até ter saído do PSB, mas o PSB não saiu deles. A leitura é de que PSDB, MDB e PRD funcionam, na prática, como “puxadinhos” do PSB, atuando de forma orquestrada para desgastar a gestão da governadora.
