A eleição municipal de Escada chegou ao fim, mas novos fatos podem provocar uma reviravolta no cenário político da cidade. Se o suposto abuso de poder econômico atribuído à prefeita Mary Gouveia for comprovado pela Justiça Eleitoral, o município poderá enfrentar uma nova eleição.
As alegações envolvem denúncias de suposta compra de votos, com distribuição de senhas para trabalhadores(as) que foram trocadas por cestas básicas, fato que teria ocorrido na semana das eleições e foi registrado em vídeos. Além disso, há relatos de um aumento expressivo no número de contratações de funcionários em ano eleitoral, algo que é vedado pela legislação eleitoral, conforme o artigo 73 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97). Essa lei proíbe a realização de condutas que possam desequilibrar o pleito, como a contratação em massa de servidores temporários no período que antecede a eleição.
Se essas irregularidades forem confirmadas, a Justiça Eleitoral poderá determinar a cassação do diploma da prefeita e a convocação de uma nova eleição. O impacto dessas acusações é ainda mais relevante quando se considera que a diferença de votos entre Mary Gouveia e seu principal adversário, Jadson Caetano (PSDB), foi de apenas 114 votos. Tal diferença, somada aos indícios de abuso de poder econômico, levanta questionamentos sobre a legitimidade do resultado eleitoral.
Agora, o futuro político de Escada depende do andamento das investigações e das decisões que serão tomadas pela Justiça Eleitoral nos próximos dias.
